
Página Aberta | Feira de Livros
Um livro é como um mundo. Uma biblioteca são muitos e um livro é um, mas ambos são a mesma coisa. Infinitas palavras, leituras e interpretações. Uma cena aberta também é algo do mesmo tipo, seja um espetáculo gigante, ou performance mínima. Esta feira acontece na intersecção entre estes dois mundos. Esta feira também é uma cena aberta onde será possível encontrar textos, imagens, livros, fanzines , cordéis , pôsteres, programas, etceteras que falem em varias línguas sobre autores, leitores, diretores, atores, performers, criadores de todas partes que sabem o mundo como cena aberta O que eles sabem ? o que eles podem? , do que eles falam? como eles fazem ? e o que silenciam? Presentes a corporeidade, e a performatividade. Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.
Feira onde seja possível se perder e encontrar o procurado , arquitetar o desconhecido, descobrir o que não sabemos. Miríade de leitores e leituras junto a vastos saberes enredando-se. Lançamentos de textos novos, performances, oficinas, leituras, acontecem durante seus três dias.
Dia 07 | Sexta-feira | 16h às 20h
16h: Abertura Página Aberta [Feira de livros] Programação especial aberta ao público e gratuita
Instalação do dispositivo CHAMADA ABERTA CONTRA O FASCISMO (N-1 edições + Nolibros + Casa Plana)
O dispositivo CHAMADA ABERTA CONTRA O FASCISMO é um espaço móvel para colecionar livros, publicações, textos e imagens que discutem a luta contra esse fenômeno em ascensão. O dispositivo acolherá uma biblioteca em processo e em múltiplas línguas que circulará em vários museus e instituições pelo mundo, iniciando sua circulação no Brasil Cena Aberta 2019.
TRAGAM SEUS LIVROS, PROJETOS, FOTOS, FANZINES CONTRA O FASCISMO.
19h: Lançamento do livro: O artista com deficiência no Brasil, de Nicole Somera, Editora Appris
Nesta obra é contada a história da pessoa com deficiência no país a partir de entidades de acolhimento e de pesquisas acadêmicas na relação arte e deficiência, refazendo também as trajetórias de alguns indivíduos e suas conexões com arte na família, na escola, em iniciativas fomentadas pelo Estado e em grupos artísticos específicos constituídos nesses espaços. Fala-se da precária relação entre arte, deficiência e inclusão social, sobre espaços de legitimidade do artista, da arte e da deficiência, sem deixar de lado as entidades de inclusão social e suas ferramentas, especialmente as atividades artísticas.