
Necropolítica Mix Intervenção Poética/Política
Grupo Legítima Defesa | Necropolítica Mix Intervenção Poética/Política |Direção: Eugênio Lima
A intervenção poético-política “NECROPOLÍTICA”, é parte do projeto BLACK BRECHT- E SE BRECHT FOSSE NEGRO? Sendo parte da reflexão poética, portanto, política da imagem da negritude, seus desdobramentos sociais e históricos e seus reflexos na construção da persona negra no âmbito das linguagens artísticas. Esta ação transversal de pesquisa uniu atividades artísticas/intelectuais/poéticas/políticas e teve como objetivo central a criação de uma performance-intervenção teatral a partir de um processo de livre inspiração poética do texto do “Necropolítica” , de Achille Mbembe.
Trecho da performance
A centralidade do Estado no cálculo da guerra deriva do fato de que o Estado é o modelo de unidade politica, um princípio de organização racional, a personificação da ideia universal e um símbolo de moralidade.
No mesmo contexto, as colônias são semelhantes às fronteiras. Elas são habitadas por “selvagens”. As colônias não são organizadas de forma estatal e não criaram um mundo humano. Seus exércitos não formam uma entidade distinta, e suas guerras não são guerras entre exércitos regulares. Não implicam a mobilização de sujeitos soberanos (cidadãos) que se respeitam mutuamente, mesmo que inimigos. Não estabelecem distinção entre combatentes e não combatentes ou, novamente, entre “inimigo” e “criminoso”.
Assim, é impossível firmar a paz com eles. Em suma, as colônias são zonas em que guerra e a desordem, figuras internas e externas da política, ficam lado a lado ou se alternam. Como tal, as colônias são o local por excelência em que os controles e as garantias de ordem judicial podem ser suspensos – a zona em que a violência do estado de exceção supostamente opera a serviço da “civilização”.