Encontro Teatro III

03.12

10h às 12h

Ou muito tão longe tão perto.
Os Encontros de Teatro vão muito além de análises. São diálogos escancarados, a partir da obra de cada companhia, que se estabelecerão ao vivo e online entre os artistas, curadores e programadores internacionais. Uma troca efetiva entre experiências, modos de produção, percepção e criação desta multiplicidade de realidades no qual estamos imersos. Lugar virtual, sem fronteiras e sem travas nas línguas.

Cia Les Commediens Tropicales

Criada em 2003, dentro do curso de Artes Cênicas da Unicamp, em Campinas, a Cia. Les Commediens Tropicales está radicada na capital paulista desde 2005. Atualmente, é formada por dez artistas, entre músicos, atores e atrizes. Ao longo da trajetória do grupo são diversas as peças realizadas: Galvez Imperador do Acre (2005); CHALAÇA a peça (2006); A Última Quimera (2007); 2º D.Pedro 2º (2009); O Pato Selvagem (2010); (ver[ ]ter) (2011); Concílio da Destruição (2012); GUERRA sem Batalha (2013); (ver[ ]ter) à deriva (2015); MAUSER de garagem (2016); BAAL.material (2016); MEDUSA concreta (2018); OMUROREVERORUMO (2019) e MEDUSA in conSerto (2020). Desde 2010 a Cia. LCT trabalha com o quarteto musical À Deriva e todas as peças foram criadas em conjunto. As criações desde 2012 fazem parte do repertório e evidenciam o interesse da Cia. LCT na interseção de linguagens: teatro, dança, música, videoarte e intervenção urbana.
Os espetáculos tema para essa conversa são: (ver[ ]ter) à deriva e MEDUSA in conSerto.

coletivA ocupação

A coletiva ocupação é um grupo criado em 2017 por performers e artistas que se conheceram durante o levante do movimento secundarista e as ocupações de escolas públicas em São Paulo. Do encontro entre rebelião e teatro, dança e performance, entre formação e criação, nasce a coletivA, como um território de investigação de gestos, linguagens e narrativas dissidentes, afetados pelos levantes e combates urgentes de nosso tempo: corpos em festa e revolta, que hoje ocupam novos espaços. O grupo tem também como eixo a prática de residências e oficinas com estudantes partindo de dispositivos de coro-combate-multidão, traçando também em conjunto com outras vozes, uma nova história, a partir de uma experiência decolonial.
O grupo já circulou pelos principais festivais do Brasil e realiza uma trajetória internacional com a peça Quando Quebra Queima, que é o tema desta conversa. O espetáculo também participou do Festival Transform (Leeds), Contact Theater (Manchester), Festival MEXE (Porto). Em 2020, o espetáculo esteve em cartaz no Centre National de la Danse (Paris) e no Battersea Arts Centre em Londres, premiado por melhor direção – Martha Kiss Perrone – pelo The Stage Debut Awards.

Coletivo Negrar-se de Teatro e Dança

O Coletivo Negrar-se é um grupo idealizado pela diretora Mayara Tenório que tem como intuito pesquisar e elaborar práticas de dança e teatro tendo como base de estudo as culturas de matriz africana e afro-brasileira. Na tentativa de experienciar como os corpos atuantes, pensando no corpo preto como ponto de partida, se enlaçam e jogam com a musicalidade e as trajetórias negras.
Nas encruzilhadas de exú, somos corpos pensantes e latentes, solicitando uns aos outros força e representatividade. Um coletivo que nasce em 2018 sobre o desejo de ESCURECER, nossas trajetórias e expressar nosso trânsito pelos espaços, nossa presença e ocupação dos territórios urbanos e acadêmicos. Falando de masculinidade negra sobre um prisma fiminino de mulher preta, onde a dualidade é ponto de partida, sendo logo descartada, a primeira vista , dando espaço a intercessão como yin-yang. O espetáculo do grupo tema desta conversa é o Negrar-se: Corpos em PerformAÇÃO.

Negrar-se é ser preto, pretinho, pretão ter black, trança ou transição
fazer obra, vigia ou arrastão, é querer direito, poder e solução
é amar a si mesmo, mesmo sendo rejeito de outro cidadão, é deixar seu legado, deixar de ser caçado, é deixar o assunto de morte, de lado, e buscar a coragem dos nossos antepassados.

Sankar Venkateswaran

Diretor teatral e curador - Índia

Sankar Venkateswaran é diretor de teatro indiano. Nascido em Calicut, Kerala, estudou direção na Escola de Drama e Belas Artes da Universidade de Calicut e se formou no Programa de Pesquisa e Treinamento em Teatro (atualmente Instituto de Teatro Intercultural) em Cingapura. Em 2007, fundou o Theatre Roots & Wings e dirigiu diversos trabalhos. Em 2013, ele recebeu a Bolsa Ibsen do Teatro Ibsen, Noruega, para o ‘Projeto Tribal Ibsen’, que promoveu seu trabalho com a comunidade de Attappadi, Kerala. Após esta criação ele construiu um teatro nessa região, chamado Teatro Sahyande, onde vive e trabalha com as comunidades locais. Seus trabalhos seguintes, Theriyama Nadanda Nera (2016), Udal Uravu (2017), Criminal Tribes Act (2017) e Indian Rope Trick (2020) refletem a mudança no contexto de seu trabalho.
Suas obras foram exibidas em vários locais e festivais, incluindo Zurich Theatre Spektakel, Spielart, Kyoto Experiment, Zoukak Sidewalks em Beirute e Theatre Commons Tokyo e paralelamente ao trabalho com a sua companhia dirigiu vários trabalhos externos, como The Seagull de Anton Chekhov (2011) para Ninasam em Heggodu, Índia, Urubhangam de Bhasa (2011) para a Universidade Shinshu no Japão, Tage der Dunkelheit (2016) e INDIKA (2017) para Munich Volkstheater na Alemanha, e, When We Dead Awaken (2018) para Intercultural Theatre Institute, Singapura.
Além disso, atuou como diretor artístico do Festival Internacional de Teatro ItFok de Kerala em 2015 e 2016. Durante seu mandato, o programa enfatizou os intercâmbios Sul-Sul para resistir às agendas eurocêntricas da prática cultural.

Annika Üprus

Curadora do festival SAAL Biennaal - Estônia

É bacharel em coreografia, mas ao invés de criar arte mergulhou na criação de condições para a evolução da cena da dança contemporânea na Estônia na equipe de Priit Raud (2001). Testemunhou a organização sem fins lucrativos Kanuti Gildi SAAL, que promove a dança contemporânea, tornar-se um espaço independente. Nesta instituição apresentou programas como curadora, organizou residências artísticas, co-produziu artistas locais e internacionais, organizou uma variedade de festivais e outros eventos temáticos. Tudo isso em constante transição junto com o desenvolvimento natural das formas de arte que se fundem, atualmente lidando com as artes performativas em geral, trabalhando com artistas experimentais e inovadores. Desde 2017 foi desafiada com o papel de curadora do festival SAAL Biennaal (ex-agosto Dance Festival, est. 1996). Atualmente estuda práticas curatoriais na Academia de Artes da Estônia, Instituto de História da Arte e Cultura Visual. É encantada e inspirada por artistas e com uma curiosidade incansável.

Iliana Dimadi

Diretora de pesquisa Onassis Stegi - Grécia

Nascida em Atenas, trabalha no campo das artes cênicas como pesquisadora e crítica de teatro desde 2000. É diretora de dramaturgia do Onassis Stegi, um centro cultural internacionalmente aclamado, com sede em Atenas, Grécia, que abriga performances e atividades de todo o espectro das artes, do teatro, dança, música, cinema e artes visuais à palavra escrita, com ênfase na expressão cultural contemporânea.

Mojca Jug - Eslovênia

Co-curadora Festival Mladi Levi

Mojca Jug nasceu em Ptuj, Eslovênia. Em junho de 1998 começou a trabalhar na Bunker como coordenadora e administradora da primeira edição do Festival Internacional de artes cênicas contemporâneas Mladi Levi e segue na mesma instituição atuando como:
– Coordenadora de programação artística do espaço Stara Elektrarna;
– Co-curadoria e produção do festival Mladi Levi;
– Orientação de novos funcionários e voluntários
Também foi diretora executiva da produtora Fičo balet (2003-2005) e está produzindo um ciclo de concerto de piano contemporâneo de Milko Lazar, além de coordenar um programa de jazz no café Repete, Ljubljana. Além disso, seu trabalho como curadora vai além do Bunker, contribuindo para vários festivais e plataformas.

Aline Olmos

Gestora cultural, Coordenadora de Projetos e de Cooperação Internacional

Gestora cultural, atriz, bacharel em Artes Cênicas e mestra em Artes da Cena pela UNICAMP e formada em Gestão Cultural no Centro de Pesquisa e Formação do SESC. Fez intercâmbio universitário duas vezes para a França (2010 – Universidade Sorbonne Nouvelle e 2014 – Théâtre du Soleil). Em 2016 realizou intercâmbio de aprofundamento artístico sobre o teatro indiano Kathakali, na Índia. Ministrou aulas regularmente no curso profissionalizante de Teatro do Conservatório Dramático de Tatuí e no Curso Técnico de Teatro do SENAC -SP. É integrante da ultraVioleta_s onde é atriz e co-diretora e atua na área de relações internacionais no Brasil Cena Aberta.

Atividades somente para inscritos
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Sankar Venkateswaran

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