Encontro Teatro II

02.12

14h às 16h

Ou muito tão longe tão perto.

Os Encontros de Teatro vão muito além de análises. São diálogos escancarados, a partir da obra de cada companhia, que se estabelecerão ao vivo e online entre os artistas, curadores e programadores internacionais. Uma troca efetiva entre experiências, modos de produção, percepção e criação desta multiplicidade de realidades no qual estamos imersos. Lugar virtual, sem fronteiras e sem travas nas línguas.

Cia Livre

A Cia. Livre trabalha desde 1999 desenvolvendo uma práxis teatral cujo cerne reside na criação de processos de pesquisa e criação abertos ao público, gerando a participação ativa dos espectadores nos espetáculos, como em Toda Nudez Será Castigada, (2000/02), Um Bonde Chamado Desejo (2003), Arena Conta Danton (2004/06) e Rainha[S] (2008/16). Desde 2006 trabalha na fronteira com a antropologia, realizando estudos teóricos e pesquisas de campo junto a povos indígenas, resultando em processos colaborativos de criação a partir de cosmologias e narrativas ameríndias. O estudo público Mitos de Morte e Renascimento [Povos Ameríndios], dá origem a VEM VAI – O Caminho dos Mortos (2006/09), de Newton Moreno em processo colaborativo com a Cia. livre, a partir de narrativas dos povos Araweté, Juruna, Yudjá, Jívaro, Marubo, Kaxinawá, Tupinambá, Yekuana e Wayãpi. A Antropofagia vira tema e procedimento de trabalho, gerando uma linguagem épica brasileira a partir da releitura do conceito de Perspectivismo Ameríndio. Em 2009 o Estudo Público Teatro e Rito, dá origem à Raptada pelo Raio (2009/11), livre recriação de mitos do povo Marubo. O estudo Público Do mato ao Asfalto origina os espetáculos Cia.Livre Canta Kaná Kawã (2014) e Maria que virou Jonas (2015). Em 2017 inicia o projeto Revoltare, com 5 leituras encenadas de textos de Brecht, além da estreia de Revoltar, de Dione Carlos (2018). Em 2019, a partir de pesquisa de campo junto ao povo Guarani M’Bya, cria o espetáculo Os Um e Os Outros, tema desta conversa, sobre a luta de resistência dos povos indígenas contra as ameaças do atual governo à política indigenista e do meio ambiente.

Renata Carvalho

Atriz, diretora, dramaturga, transpológa brasileira e graduanda em Ciências Sociais. Desenvolve pesquisa sobre o corpo travesti/trans nas artes. No ano de 2007 Renata se torna Agente de Prevenção Voluntária pela Secretaria Municipal de Saúde de Santos em ISTs, HIV/AIDS, Tuberculose e Hepatites e passa a trabalhar com travestis e mulheres trans na prostituição. Por 11 anos nessa função começa a estudar sobre corpos transvestigêneres (trans e travestis) e se percebe como uma mulher trans.
No teatro passou a não conseguir mais papéis masculinos, devido a sua minha feminilidade fora dos palcos e em 2002 fundou a Cia. Ohm de Teatro, passou a dirigir e o seu processo de transição/percebimento inicia-se em 2007.
Em 2016, estreou no FILO (Festival Internacional de Londrina) o solo “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu” de Jo Clifford, espetáculo que interpreta Jesus de Nazaré. A obra já sofreu cinco censuras desde a sua estreia – duas judiciais (Jundiaí e Salvador) e três por motivos políticos-religiosos (Rio de Janeiro, Garanhuns e Recife) – em um país onde a censura é proibida desde a redemocratização em 1985. As censuras, as ameaças de morte e espancamentos, as violações, os ataques, não eram feitos para a pessoa Renata. Não era ela o alvo e sim o seu corpo travesti. É a travesti que interpreta Jesus, independente de quem seja ela. Em 2017 fundou o MONART (Movimento Nacional de Artistas Trans) e criou o “Manifesto Representatividade Trans”, espetáculo tema desta conversa, que visa que artistas trans interpretem personagens e que sejam incluídes corpos transvestigêneres nos espaços de criação de arte.

Emmanuelle Stevan

Comunicação e Internacionalização do Teatro Saint Gervais - Suíça

Emmanuelle Stevan é conselheira artística, especialista em produção cultural e comunicação. Desde o ano de 2010 é gerente de comunicação do Théâtre Saint Gervais, que funciona em um edifício de 9 andares no coração de Genebra, cidade onde talentos suíços e internacionais se mesclam. Um espaço dedicado à pesquisa, ensaios, instalações, performances e artes visuais. Artistas já consolidados e jovens talentos compõem a programação do teatro que conta com mais de 30 espetáculos ao longo do ano. A identidade artística do espaço é aberta para diferentes formas de teatro contemporâneo, sempre de viés ousado e inovador.

Federico Irazábal

Diretor Artístico FIBA - Argentina

Federico Irazábal é Bacharel em Artes pela Universidade de Buenos Aires, é professor, pesquisador e crítico de teatro em diversas mídias. Como crítico publica seus artigos no jornal La Nación, é editor da revista Funámbulos e publicou os livros: Una introducción al teatro político en el marco de las teoría débiles (debilitadas) e Por una crítica deseante y Teatro Anaurático.
Como professor trabalhou na Pepperdine University (Málibu, EUA) e na Universidade Nacional de Buenos Aires. Foi Diretor Executivo do Conselho Provincial de Teatro Independente e Representante do Ministério da Cultura da Nação no Conselho de Administração do Instituto Nacional de Teatro. Atualmente é Diretor Artístico do Festival Internacional de Buenos Aires (Fiba).

Gerardo Salinas

Diretor Artístico KVS e PROXIMAMENTE - Bélgica

Artista belga e curador de origem latino-americana. É um fundamentalista da arte, produto de novos contextos urbanos, caracterizados pela diversidade étnica, hibridação cultural e novas narrativas. Em seu trabalho investiga as possibilidades artísticas das cidades por meio de diferentes criações, redes e projetos. Alguns exemplos são a plataforma WIPCOOP, o Festival de Artes Mestiças e a exposição Mural. Criou o conceito de Dramaturgia Urbana que desenvolve a partir do Koninklijke Vlaamse Schouwburg (KVS) em Bruxelas, além disso, trabalha na direção artística do KVS e como dramaturgo de peças. Em 2019, juntamente com parceiros da Argentina, Chile, Brasil e Uruguai, lançou a plataforma PROXIMAMENTE para a divulgação internacional das artes performativas a partir de uma perspectiva latino-americana.

Mediação: Celso Curi

Produtor, administrador cultural, tradutor, jornalista e diretor da OFF Produções Culturais.

Produtor, administrador cultural, tradutor e jornalista. Desde 1968 atua na área cultural. Diretor da OFF Produções Culturais. Criador e Editor do “Guia OFF de Teatro SP e RJ” (desde 1996). Jornalista criador da “Coluna do Meio” – primeira coluna diária direcionada ao público gay (hoje chamado de LGBTTTIQ) da grande imprensa brasileira publicada na edição paulistana do Jornal Última Hora – 1976 a 1979. Criador do Espaço OFF – espaço destinado a apresentações teatrais e musicais – 1979 a 1993. Diretor da Oficina Cultural Oswald de Andrade – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2013 a 2015). Presidente La RED – Rede de Promotores Culturais da América Latina e Caribe (2011 a 2013). Secretário Geral do Sated SP (2008 a 2013). Presidente da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte SP (2018 e 2019). Curador do Festival de Teatro de Curitiba (2008 a 2015), do Festival Cena Brasil Internacional RJ/SP (2012 a 2014) e FIT – Festival Internacional de Teatro São José do Rio Preto (2015 e 2016). Consultor de Programação para os produtores internacionais do PAMS – Performing Arts Market in Seoul / Coreia do Sul (2014). Membro do Júri do 8o Festiwal Boska Komedia – Cracóvia / Polônia (2015). Consultor do programa Southern Exposure para a seleção de espetáculos latino-americanos para turnês nos EUA (2017). Curador do Festival Câmbio de Recife (2018).

Atividades somente para inscritos na Área Profissional
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Emmanuelle Stevan

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